Tumor no Rim

Os tumores malignos do rim são importantes sob o ponto de vista epidemiológico, pois têm apresentado uma incidência crescente ao longo das últimas décadas. O crescente diagnóstico dos tumores renais se deve ao uso frequente e rotineiro da ultrassonografia como exame de investigação de sintomas abdominais e exames de prevenção. A cirurgia segue sendo a base do tratamento dos tumores de rim, tendo também papel fundamental no tratamento das metástases e mesmo para a o tratamento de tumores muito grandes. Cerca de 20% dos tumores de rim já apresentam metástases no momento do diagnóstico, e respondem mal a quimioterapia e radioterapia.

SINTOMAS

Apesar de mais de 60% dos tumores de rim serem descobertos de forma incidental durante a realização de exames como a ultrassonografia, eles podem se manifestar de diversas formas clínicas. A tríade clássica de DOR NAS COSTAS + SANGUE NA URINA + TUMOR PALPÁVEL só costuma ocorrer em 10% dos casos. Cerca de 80% dos tumores renais são da linhagem Carcinoma de Células Claras.

Os tumores de rim tendem a crescer e se espalhar para os órgãos adjacentes, para os linfonodos da região próxima ao rim e para órgãos como o fígado, ossos e pulmões. Logo, é fundamental, quando se descobre o tumor, realizar exames de Tomografia Computadorizada e Raios X do tórax para avaliar a extensão da doença.

O principal sinal que determina a gravidade da doença é a presença de metástases para linfonodos ou para outros órgãos.

TRATAMENTO

Considera-se que toda lesão sólida no rim deva ser considerada maligna até que surja prova em contrário. Contudo, a análise de rins removidos e a evolução tecnológica dos métodos de imagem permitem ao urologista estimar a probabilidade de doença maligna. Cerca de 15 a 20% das lesões renais sólidas com diâmetro menos que 4cm mostram-se benignas (angiomiolipomas, adenomas e fibrose, entre outros) após a ressecção cirúrgica, existindo uma relação diretamente proporcional entre o tamanho da lesão e a probabilidade de malignidade. Desta forma, passaram a ser aceitos a biópsia pré-operatória e mesmo o acompanhamento mais conservador (sem cirurgia) de lesões pequenas e incaracterísticas ao exame de imagem em pacientes selecionados com lesões pequenas e que apresentassem: doenças graves associadas, idade avançada, função renal já comprometida e crescimento tumoral lento.

As lesões císticas do rim são muito frequentes, estimando-se que cerca de 20% dos adultos apresentem cistos renais à ultrassonografia. Um percentual pequeno, porém, está associado a neoplasias malignas, geralmente carcinomas de células claras.

A CIRURGIA é a base do tratamento dos tumores do rim.

Autor

Dr. Alexandre Dr. Aranha

Dr. Alexandre Aranha Trigueiro é médico formado pela UFPB em 1997, com pós-graduação em cirurgia geral e urologia, mais de 10 anos consecutivos de experiência e milhares de cirurgias abertas, endoscópicas e laparoscópicas realizadas...

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