Hiperplasia Prostática Benigna

PRÓSTATA e HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA

ÍNDICE

1) Considerações sobre a Próstata na visão do Dr. Alexandre Aranha

2) Considerações do Dr. Alexandre Aranha sobre as Cirurgias da Próstata

3) Experiência do Dr. Alexandre Aranha em Cirurgias da Próstata

4) PRÓSTATA

5) Hiperplasia Prostática Benigna

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1) Considerações sobre a próstata na visão do Dr. Alexandre Aranha

Basicamente, três doenças podem surgir na próstata: a infecção, o aumento benigno e o câncer da próstata, podendo acontecer de o paciente ter as três doenças ao mesmo tempo.

Certamente o leitor já viu algum homem carregando uma sacola de urina que geralmente está conectada a uma sonda que entra no canal da urina do pênis. Isto ocorre quando o paciente não consegue urinar e na maioria das vezes decorre do aumento benigno da próstata que entope a saída da bexiga.

Mas, sem dúvidas, a doença mais grave e a mais temida pelos homens é o câncer, motivo pelo qual eles vão ao urologista mesmo sem estar com nenhum sintoma, apenas para fazer a prevenção.

Quando falamos em prevenção, vem em mente o verbo “evitar”, mas no caso da prevenção do câncer da próstata, o homem vai ao urologista para saber se já é portador da doença, na esperança de detectar no início e ter mais chances de se tratar e se curar antes que a doença se espalhe.

Em termo de investigação e diagnóstico das doenças da próstata, a base continua sendo o toque retal complementado pelo PSA (exame de sangue) e pela ultrassonografia. Suspeitando-se de câncer, uma biópsia da próstata deve ser realizada.

2) Considerações do Dr. Alexandre Aranha sobre as Cirurgias da Próstata

Avanços mais importantes ocorreram no tratamento das doenças da próstata. Em relação ao aumento benigno da próstata, novas medicações foram lançadas no mercado com a promessa de aliviar com mais eficácia os sintomas de dificuldade para urinar e redução do volume prostático com menos efeitos colaterais.

Mas foi o campo da cirurgia que mais ganhou destaque, com surgimento de novas técnicas e tecnologias.

A hiperplasia benigna em próstatas não tão grandes ganharam inovações que reduziram o risco de sangramento e outras complicações, como foi o caso do Green Laser e do bisturi elétrico bipolar. Próstatas muito volumosas ainda são tratadas pela Cirurgia Suprapúbica clássica.

No caso do câncer de próstata, a principal cirurgia ainda é a Prostatectomia radical aberta com preservação ou não dos feixes nervosos da ereção, mas outros tratamentos têm ganhado destaque, como a Prostatectomia por Vídeolaparoscopia e a Robótica, além do tratamento com HIFU (high intensity focused ultrasound).

Devido aos grandes custos associados com a Robótica, esta ainda é uma realidade apenas nos países desenvolvidos.

O grande medo dos pacientes quando escutam o médico falar em cirurgia é de ficarem com impotência sexual ou usando fraldas por causa da urina “frouxa”. Tratando-se da hiperplasia prostática benigna, em mãos experientes, habilidosas e cautelosas, essas complicações são bastante raras e a função erétil às vezes melhora depois da cirurgia. No caso da cirurgia para o câncer da próstata, o vazamento de urina é raro, mas a função erétil pode ficar comprometida dependendo de uma série de fatores.

3) Experiência do Dr. Alexandre Aranha em cirurgias da próstata

Em qualquer especialidade cirúrgica, o risco de complicações cirúrgicas reduz na medida em que o cirurgião vai ganhando experiência. Quanto mais cirurgias realizadas, com a mesma equipe e em um mesmo hospital, mais familiarizado o cirurgião estará com aquela cirurgia e maior será a possibilidade de êxito.

As cirurgias da próstata, sejam elas por via endoscópica ou aberta, para câncer ou doença benigna, foram sempre uma constante nesses últimos 10 anos que pratico a urologia de forma que me sinto gratificado e confiante em ter alcançado quase mil cirurgias de próstata, com praticamente todos os pacientes satisfeitos com os resultados. O hospital onde realizo as cirurgias depende se o paciente tem plano de saúde ou não e os custos de uma cirurgia particular são bastante acessíveis. Caso tenha interesse em saber valores, entre em contato com pelos telefones celulares que estão na parte superior direita do meu site.

Neste tópico vamos falar apenas sobre a próstata e sobre a HPB – Hiperplasia Prostática Benigna

4) PRÓSTATA

INTRODUÇÃO

Próstata é um órgão que só o homem tem, do tamanho de uma castanha, localizado na saída da bexiga. Quando o homem vai urinar, a urina sai da bexiga e passa pelo meio da próstata para chegar no canal uretral do pênis. É como se fosse um túnel dentro da próstata por onde a urina passa.

A função da próstata é produzir o esperma (sêmen), substância eliminada na ejaculação e que serve de transporte e de fonte de alimentação para os espermatozóides chegarem até o óvulo. Portanto, a próstata tem um papel importante na reprodução.

Aos 30 anos de idade, a próstata tem um volume de cerca de 20g. A partir dos 31 anos, a próstata começa a crescer num ritmo de 0,4g por ano. Entretanto, em casos de câncer da próstata ou Hiperplasia benigna, esse crescimento se torna acelerado e a próstata pode atingir volumes de 60g ou mesmo mais de 100g, passando a exigir quase sempre tratamento cirúrgico.

Como a próstata possui um túnel dentro dela por onde a urina passa quando o homem vai urinar, se ela crescer para dentro deste túnel, este vai ficar estreito e a urina vai começar a demorar para sair e o jato da urina vai enfraquecer. Este aumento da próstata pode ser provocado por três tipos principais de problemas:

O grande segredo para a cura de qualquer doença ou pelo menos para minimizar seus problemas é sempre procurar orientação médica tão logo apareçam seus primeiros sintomas.

Nos casos das doenças da próstata acima relacionadas, a conduta é exatamente a mesma: não perder tempo com preconceitos, medicações caseiras ou consultas com o vizinho ou balconista de farmácia e procurar de imediato seu urologista quando surgirem sintomas como os seguintes:

A urina em azul sai da bexiga passando por dentro da próstata

AS DOENÇAS DA PRÓSTATA

Várias doenças podem atingir a próstata. As mais freqüentes são a hiperplasia benigna, o câncer e as infecções da próstata.

5) HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA (HPB)

Uma doença relacionada à idade

Hiperplasia benigna é o crescimento não canceroso da próstata e a principal causa de dificuldade para urinar após os 40 anos de idade. Antes dos 40 anos é muito difícil a próstata causar problemas.

Olhando a figura acima e vendo que a urina (em azul) passa por dentro da próstata, fica fácil entender porque a hiperplasia da próstata prejudica a saída da urina da bexiga. A bexiga, por sua vez, tem que contrair cada vez mais forte para vencer a resistência na saída, começando a ficar com as paredes espessadas. Se o problema não for tratado, a bexiga vai se enfraquecendo e o paciente não consegue mais esvaziá-la durante as micções, podendo evoluir para a retenção urinária e necessidade de colocar uma sonda para esvaziar a bexiga.

Quando a próstata aumenta de volume, a uretra se estreita e o homem poderá apresentar os seguintes sintomas:

– Demora para começar a urinar

– Jato de urina que pára e recomeça

– Jato da urina fraco

– Esforço para urinar

– Urinar várias vezes durante o dia e a noite, comprometendo o sono

– Ter que correr quando surge a vontade de urinar

– Gotejamento de urina após terminar de urinar

– Sensação de não esvaziar completamente a bexiga

– Impossibilidade de urinar tendo que introduzir sonda

Os pacientes que apresentam esses sintomas têm sua qualidade de vida prejudicada, podendo levar, em alguns casos, a complicações como infecções urinárias, formação de cálculos na bexiga e danos ao rim. A vida sexual também é afetada

A causa da HPB não é bem compreendida. Nenhuma informação definitiva sobre fatores de risco existe. Durante séculos, tem sido conhecido que HPB ocorre principalmente em homens mais velhos e que não se desenvolve em homens cujos testículos foram removidos antes da puberdade. Por esta razão, alguns pesquisadores acreditam que fatores relacionados ao envelhecimento e os testículos podem estimular o desenvolvimento da HPB.

Ao longo de suas vidas, os homens produzem testosterona, o hormônio masculino produzido pelos testículos, além de pequenas quantidades de estrogênio, um hormônio feminino. Enquanto os homens envelhecem, a quantidade de testosterona ativa no sangue diminui, deixando uma maior proporção de estrogénio. Estudos realizados em animais sugeriram que a HPB pode ocorrer porque a maior quantidade de estrogénio no interior da glândula aumenta a atividade de substâncias que promovem o crescimento das células da próstata. A partir do 40 anos, ocorre uma redução na produção de testosterona pelos homens. Esta queda natural não protegeria os homens da Hiperplasia da Prótata?  A teoria a seguir ajuda a explicar esta questão: Outra teoria concentra-se em di-hidrotestosterona (DHT), uma substância derivada da testosterona que se concentra também na próstata. Apesar da maioria dos animais perderem a capacidade de produzir DHT à medida que envelhecem, algumas pesquisas têm indicado que, mesmo com uma queda no nível de testosterona no sangue, homens mais velhos continuam a produzir e acumular altos níveis de DHT na próstata. E esta acumulação de DHT pode estimular o crescimento de células prostáticas. Os cientistas também observaram que os homens que não produzem DHT não desenvolvem HBP.

Alguns pesquisadores sugerem que a HPB pode desenvolver como resultado de “instruções” dadas às células no início da vida. De acordo com esta teoria, a HPB ocorre porque as células em uma seção da glândula seguiriam estas instruções e “despertariam” mais tarde na vida, despertando outras células vizinhas a crescer ou se tornar mais sensíveis aos hormônios que influenciam o crescimento.

Os sintomas

Muitos dos sintomas de HPB surgem da obstrução da uretra e da perda gradual da função da bexiga, o que resulta no seu esvaziamento incompleto. Os sintomas de HPB podem variar, mas as mais comuns envolvem mudanças ou problemas com a micção, tais como:

OBSTRUTIVOS” – sintomas de bexiga que incluem demora para começar a urinar, um jato urinário fraco e precisando fazer força para urinar. Em alguns pacientes, a contra-pressão causada pela obstrução separa terminações nervosas das fibras musculares da bexiga, a qual pode começar a se contrair sem que o paciente queira.

IRRITATIVOS” – sintomas causados por uma bexiga instável incluem a frequência (urinando várias veze por dia e durante a madrugada), urgência (ter que correr para urinar quando tem vontade) e urge-incontinência (vazamento da urina antes de chegar ao banheiro)

Outros sintomas da HPB relacionam-se com a estagnação da urina (urina presa na bexiga que não esvazia), o que pode levar a infecção urinária (dor no e frequência de urinar) ou formação de pedras dentro da bexiga ou nos rins, podendo levar, por fim, a insuficiência renal.

Tamanho da próstata e risco de sintomas

Lógico que quanto maior o volume da próstata, mais risco o paciente apresenta de ter os sintomas listados acima com dificuldade para urinar. No entanto alguns homens com próstata muito grande não tem qualquer problema para urinar, enquanto outros com próstata não tão grandes tem muitos sintomas e grandes dificuldades para urinar.

Às vezes um homem não sabe que tem qualquer obstrução até que de repente se vê incapaz de urinar em tudo. Esta condição, chamada de retenção urinária aguda, é uma urgência médica e o paciente deve ir a um pronto-socorro para esvaziar a bexiga com uma sonda de alívio. Geralmente isso ocorre porque o paciente vai se adaptando com a dificuldade para urinar e os demais sintomas, acreditando que são normais para a sua idade e não procuram o médico, até que determinado dia vão urinar e a urina não sai. Nestes casos a cirurgia está indicada, mas a bexiga já pode ter sofrido sequelas irreversíveis, não podendo o urologista garantir que o paciente volte a urinar de forma normal. Oito de cada 10 pacientes com dificuldade para urinar e os outros sintomas relacionados sofrem de HPB, mas eles podem sinalizar para outras condições mais graves, como o câncer da próstata. Tratando-se no início, diminui o risco de o paciente evoluir para complicações mais importantes como danificar a bexiga, pedras na urina, infecções e insuficiência renal aguda ou crônica.

Diagnóstico

Você pode ser o primeiro a notar os sintomas da HPB e procurar um urologista ou o seu médico pode achar que sua próstata está grande durante uma conversa de rotina no consultório. Quando a suspeita é de HPB, o urologista é o médico mais adequado para fazer a investigação e o tratamento. Os exames mais comumente realizados são:

Toque retal

É o primeiro teste a ser feito, mas pode ser adiado para depois do PSA. O médico insere o dedo enluvado no reto do paciente, sentindo a parte de trás da próstata e tendo condições de estimar o tamanho e se existem nódulos e endurecimentos que suspeitem de câncer.

PSA (exame de sangue)

Prostate Specific Antigen (PSA) é uma proteína produzida pelas células da próstata, cuja elevação é mais vista nos pacientes com câncer da próstata, sendo detectado através da realização de um teste de sangue. No entanto, um elevado nível de PSA não significa necessariamente que você tem câncer. Teste de PSA é utilizado em conjunto com o toque retal da próstata para ajudar a detectar o câncer da próstata nos homens e para a monitorização dos homens com câncer da próstata após o tratamento. Um PSA aumentado pode ocorrer na HPB em próstatas muito volumosas, nos casos de infecção da próstata e nos pacientes com câncer da próstata, ou na associação de 2 ou 3 destas condições. Descobrir porque o PSA está aumentado exige a realização do toque retal e de alguns outros exames.

Fluxometria e Ultrassonografia da próstata

O seu médico pode pedir-lhe para urinar em um dispositivo especial que mede a rapidez com que a urina está fluindo. Um fluxo reduzido muitas vezes sugere HPB.  A ultrassonografia de sua próstata avalia o volume da próstata, se o seu lobo médio cresceu para dentro da bexiga e se a sua bexiga está com as paredes normais sem espessamento, pedras ou divertículos e se o esvaziamento é parcial ou total. Bexigas alteradas geralmente têm como causa a Hiperplasia prostática benigna (HPB).

Estudo Urodinâmico

Teste de urodinâmica pode ser indicado se você tem um desejo urgente para urinar com perda de urina juntamente com jato urinário fraco, além de problemas neurológicos ou diabetes associados. O uso de sonda vesical também é um indicação para este exame. O Estudo Urodinâmico avalia como a bexiga se enche de urina, se ela se contrai sem que o paciente queira e mede a força de contração da bexiga enquanto o paciente urina. Quando o exame constata que a bexiga do paciente perdeu a força de contração, é possível prever que o tratamento, mesmo cirúrgico, poderá não resolver o problema urinário. Pacientes jovens ou pacientes com próstata muito pequenas que estão sofrendo de dificuldade para urinar também devem fazer este exame porque estão fora do perfil dos pacientes que sofrem de HPB.

Cistoscopia

A cistoscopia ou endoscopia da bexiga é normalmente realizada em pacientes em pacientes com suspeita de HPB e cálculos urinários associados ou imagens no ultrasson que sugerem tumores de bexiga. Também pode ser realizada os casos em que o urologista está na dúvida entre realizar a cirurgia aberta ou por via endoscópica. Olhando a próstata por dentro, é possível avaliar por qual via a cirurgia será melhor realizada.

Tratamento

Homens que têm Hiperplasia prostática benigna (HPB) com sintomas geralmente precisam de algum tipo de tratamento em algum momento. No entanto, pesquisadores têm questionado a necessidade de tratamento precoce, quando a glândula está apenas levemente aumentada. Os resultados dos estudos indicam que o tratamento precoce pode não ser necessário porque os sintomas da HPB tendem a desaparecer sem tratamento em até um terço dos casos. Em vez de tratamento imediato, eles sugerem exames regulares para comparando com os anteriores. Se a condição começar a representar um perigo para a saúde do paciente ou causar um grande inconveniente para ele, o tratamento é geralmente recomendado. Embora a necessidade de tratamento geralmente não seja urgente, caso os sintomas apareçam, é recomendado iniciar algum tipo de tratamento para evitar piora dos sintomas ou o surgimento de complicações. A escolha do tratamento mais adequado vai depender do volume da próstata, do grau de sintomas que o paciente apresenta, da presença ou ausência de complicações como infecção urinária, pedras ou divertículos e da própria opinião do paciente. Para casos mais avançados, geralmente se indica a cirurgia, ao contrário dos casos leves a moderados mas sem complicações, quando pode-se optar por um teste terapêutico com medicações orais. A seção a seguir descreve os tipos de tratamento que são mais comumente utilizados para a HPB.

Tratamentos alternativos para a HPB

Nutrição e o uso de suplementos e ervas podem ser usadas para modificar o metabolismo de testosterona e de estrogénios e, assim, reduzir o tamanho da próstata e os sintomas causados

Nutrição

Coma menos produtos lácteos, alimentos refinados, frituras, óleos hidrogenados, álcool e cafeína. Coma mais frutas, legumes, cereais integrais, soja, feijões, sementes, nozes, azeite de oliva e peixes de água fria (salmão, atum, sardinha, cavala e linguado)

Suplementos

Zinco, óleo de linhaça, farinha de linhaça e aminoácidos como glicina, alanina e ácido glutâmico já foram fonte de estudos, resultando em alguma melhora nos sintomas prostáticos, embora comparações com placebo não terem mostrado diferença. Os sintomas de dificuldade para urinar dependem também do frio e do uso de medicamentos descongestionantes nasais, e são sazonais, ou seja, o paciente alterna períodos de melhora e de piora mesmo sem o uso de qualquer medicamento.

Ervas

Saw palmetto reduz o tamanho da próstata através do seu efeito estrogênico e assim alivia os sintomas da HPB e a dosagem recomendada é de 320mg/dia. Pygeum africanum também pode reduzir os sintomas da HPB e a dosagem recomendada é de 100-200mg duas vezes por dia.

Tratamento clínico da Hiperplasia Prostática Benigna

Ao longo dos anos, os investigadores têm tentado encontrar uma maneira de reduzir ou, pelo menos, impedir o crescimento da próstata sem a utilização de cirurgia. Existem atualmente duas classes de terapia médica disponíveis para aliviar os sintomas associados ao aumento da próstata. Finasterida e Dutasterida inibem a produção do hormônio DHT, que está envolvido com o alargamento da próstata e o uso de qualquer uma destas drogas pode prevenir a progressão do crescimento da próstata ou mesmo causar uma redução do seu volume em alguns homens. Para conseguir uma redução do volume da próstata, que não ocorre em todos os pacientes, é preciso tomar essas medicações por um longo período e o seu principal inconveniente é a diminuição ou perda da libido que ocorre em alguns pacientes.

A outra classe de drogas para a HPB são os alfa-bloqueadores. Estes incluem a terazosina, doxazosina, tansulosina e alfuzosina com vários nomes comerciais. Todas as quatro drogas agem através do relaxamento do músculo liso da próstata e bexiga, alargando a saída da bexiga e melhorando o fluxo de urina. Terazosina e doxazosina foram desenvolvidos primeiro para tratar a pressão arterial elevada. Tansulosina e Alfuzosin foram desenvolvidas especificamente para tratar a HPB. Um grande estudo científico denominado MTOPS (Terapêutica Médica de Sintomas Prostáticos), apoiado pelo Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais (NIDDK), recentemente descobriu que o uso de Finasterida e Doxazosina juntos é mais eficaz do que usar uma ou outra droga sozinhas para aliviar os sintomas e evitar a progressão da HPB. O regime com dois medicamentos reduziu o risco de progressão da HPB em 67 por cento, em comparação com 39 por cento para Doxazosina isolada e 34% quando usou-se apenas a Finaterida. Outro grande estudo chamado COMBAT com duração de 4 anos e publicado em 2011 combinou a associação da Dutasterida com a Tansulosina em 4.844 homens com mais de 50 anos de idade e HPB. O resultado deste estudo resultou em dados que fornecem mais evidências que apóiam a terapia combinada (dutasterida mais tansulosina) em homens com sintomas de dificuldade para urinar e aumento da próstata como sendo mais eficiente do que a monoterapia.

OBS: A prescrição de qualquer medicação para a próstata depende de uma série de fatores, sendo o urologista o profissional mais indicado para tratar um paciente que sofre de sintomas causados pelo aumento da próstata, sendo o tipo de tratamento e da medicação individualizado para cada caso.

Tratamento Cirúrgico

Dependendo do caso, pode ser recomendada ou indicada a remoção da parte aumentada da próstata como a melhor solução a longo prazo para os pacientes com Hiperplasia Prostática Benigna (HPB). Nestas cirurgias, apenas o tecido aumentado que exerce está contraindo a uretra é removido e o resto do tecido, chamado de zona periférica da próstata, é deixado intacto no local. A cirurgia geralmente alivia a obstrução e esvaziamento incompleto causado por HPB e o paciente volta a urinar de forma normal. No caso da HPB, retira-se cerca de 80% da próstata. Somente nos casos de câncer é que a retirada da próstata é total, sendo uma cirurgia bem mais trabalhosa do que aquela para a HPB. Descreverei a seguir as principais cirurgias utilizadas para o tratamento da HPB.

Cirurgia aberta

A cirurgia é aberta porque é feita uma incisão abaixo do umbigo do paciente para a retirada da próstata A cirurgia aberta está indicada quando a próstata está com um grande aumento. A anestesia geralmente é uma raqui (anestesia do umbigo para baixo). Uma vez que o urologista atinge a cápsula prostática, ele escava o tecido aumentado a partir do interior da glândula, retirando-a. A cirurgia aberta é a única técnica que realmente garante a extirpação completa do adenoma com resultados excelentes em relação ao retorno normal das micções. Os pacientes costumam ficar internados por 3 dias após a cirurgia. O risco desta cirurgia é considerado muito baixo, com probabilidades mínimas de uso de fraldas ou impotência sexual. Como a própria HPB pode ser uma causa para a impotência sexual, muitas vezes o paciente refere melhora das ereções após a cirurgia.

Ressecção transuretral da próstata (RTU)

Envolve a raspagem da parte central da próstata (mais ou menos como um cortador de queijo em finas fatias) para amplia o canal por onde passa a urina. Como a cirurgia é feita toda pelo canal da urina do pênis, a próstata é retirada após ser toda fatiada em pequenos pedaços, como uma carne moída. É a base da cirurgia endoscópica da próstata e as outras técnicas endoscópicas seguem o mesmo padrão. É realizada sob anestesia raqui, geralmente dura 45-60 minutos e não envolve incisões do lado de fora, sendo realizada toda através de um endoscópio. Os pedaços de próstata vão caindo dentro da bexiga, sendo aspirados pela uretra ao final da cirurgia e colocadas em um frasco para posterior biópsia. O paciente fica com uma sonda por 1 ou 2 dias, que serve não só para drenar a urina mas também para lavar a bexiga.

Os pacientes recebem alta hospitalar após 48 horas e devem evitar atividades físicas intensas por um mês. A força do jato urinário geralmente melhora após a retirada da sonda, mas a melhora se continua por 6 a 12 semanas. Há um risco de impotência sexual de 5% após a RTU da próstata e geralmente ocorrem em homens com mais de 70 anos de idade. Uma consequência natural da cirurgia é a falta de esperma nas ejaculações. O esperma existe, mas como a próstata e a saída da bexiga foram alterados, ele vai para a bexiga, saindo depois na urina.

HoLEP – Enucleação do adenoma prostático por Holmium laser

Procedimentos mais novos que usam tecnologia a laser podem ser feitas em nível ambulatorial:

Tratamento que tem o Holmium Laser como fonte de energia e consiste na perfuração em torno da próstata que cai inteira dentro da bexiga. Em seguida, introduz-se pelo canal da urina um aparelho chamado morcelador que transforma a próstata em pequeno pedaços permitindo sua retirada pelo mesmo caminho. Uma sonda é colocada na uretra que permanece por algumas horas. Para mais informações, por favor visite o site www.surgical.lumenis.com

GreenLaser  – Vaporização Fotosseletiva da Próstata por GreenLight Laser (PVP)

PVP usa um laser de alta energia para vaporizar o tecido da próstata e vedar a área tratada. Suas vantagens sobre RTU são menos sangramento e um tempo muito mais curto de sonda e de internação. O procedimento é realizado através de um telescópio inserido na uretra sob anestesia raqui e normalmente dura 30-60 minutos. Para mais informações, visite o site AMS Greenlight Laser .

Continue bebendo muita água para lavar a bexiga.

Sua recuperação após a cirurgia no Hospital após qualquer tratamento a laser

A quantidade de tempo que você vai ficar no hospital depende do tipo de cirurgia que você teve. Ao final da cirurgia, uma sonda é inserida através do canal da urina do pênis para drenar a urina da bexiga em uma bolsa coletora. Esta sonda é chamada de Sonda de Foley, ficando durante a noite. Após a cirurgia, algum sangramento é normal e durante a sua recuperação, é importante beber muita água (até a 8 copos por dia) para ajudar a clarear a urina e acelerar a cicatrização. Manter repouso também é importante. Aqui estão algumas orientações:

Voltando ao normal depois da cirurgia

Qualquer cirurgia na próstata mexe com a função de urinar e a função sexual, de forma que levará um tempo até que tudo volte ao normal.

Problemas para urinar

Você pode notar que o seu fluxo urinário é mais forte logo após a cirurgia, mas pode levar algum tempo antes que você possa urinar normalmente completamente novo. Após a remoção do cateter, a urina vai passar sobre a ferida cirúrgica na próstata, e você pode, inicialmente, ter algum desconforto ou uma sensação de urgência quando você urinar. Este problema irá diminuir gradualmente, e depois de alguns meses, você deve ser capaz de urinar com menos frequência e com mais facilidade. Incontinência Como a bexiga volta ao normal, você pode ter alguns problemas temporários que controlam a micção, mas a longo prazo incontinência, que é a perda involuntária de urina, raramente ocorre. Os médicos acham que os problemas já existiam antes da cirurgia, o que leva mais tempo para a bexiga para recuperar o seu pleno funcionamento após a operação. Sangramento Nas primeiras semanas após a cirurgia transuretral, a crosta dentro da bexiga pode soltar, causando um sangramento repentino pode aparecer na urina. Embora isso possa ser alarmante, o sangramento geralmente para com apenas com descanso na cama e bebendo líquidos. No entanto, se a sua urina sair na cor vermelho vivo ou com coágulos de sangue, causando qualquer desconforto, não deixe de entrar em contato com seu médico.

Função sexual após a cirurgia

Muitos homens têm medo da cirurgia da próstata por causa da preocupação em perder sua potência. Enquanto alguns estudiosos afirmarem que a função sexual é raramente afetada por uma cirurgia de próstata para doença benigna, outro autores afirmam que 30% dos pacientes podem ser afetados. No entanto, a maioria dos urologistas concordam que leva-se um tempo até que a função sexual retorne ao normal após a cirurgia, sendo que praticamente todos os pacientes retornarão a sua prática sexual depois de um período. A HPB é uma das causas de disfunção erétil e alguns pacientes relatam melhora da ereção após serem submetidos a cirurgia. Ereções A maioria dos médicos concorda que, se você era capaz de manter uma ereção pouco antes da cirurgia, provavelmente você vai ser capaz de ter ereções depois dela. Cirurgia raramente provoca uma perda da função erétil. No entanto, a cirurgia não pode restaurar a função que foi perdido antes da operação, a menos que a HPB fosse a causa da impotência. Pacientes que perderam a ereção por causa do fumo ou do diabetes, por exemplo, não terão melhora da ereção depois da cirurgia.

Embora a maioria dos homens se mantenham com a ereção normal após a cirurgia, um procedimento realizado na próstata frequentemente deixa o paciente com incapacidade de gerar filhos por causa de uma consequência normal da cirurgia que é a ejaculação retrógrada, ou seja, o esperma vai para dentro da bexiga ao invés de sair na ejaculação.

A próstata produz o sêmen e fica armazenado nas vesículas seminais. Durante a atividade sexual, o esperma sai das vesículas seminais e entra na parte da uretra que fica dentro da próstata, onde vai se acumulando e se preparando para sair com a ejaculação através do pênis. Com a cirurgia da próstata, o sêmen não consegue mais ficar preso dentro da uretra prostática e todo o conteúdo das vesículas seminais acaba escorrendo direto para a bexiga. Orgasmo a maioria dos homens sentem pouca ou nenhuma diferença na sensação de orgasmo ou clímax sexual, comparando antes e após a cirurgia.

O exame de próstata ainda é necessário após a cirurgia?

Após fazer uma cirurgia de próstata para doença benigna, é importante continuar a fazer uma consulta com o urologista pelo menos uma vez por ano com objetivo de se prevenir contra o câncer da próstata. Nestas cirurgias, apenas o “miolo” da próstata é retirado, ficando ainda a “casca”, onde pode surgir um tumor maligno.

Uma vez que a cirurgia para HPB não retira toda a próstata e uma pequena parte ainda fica lá, que é a zona periférica, ainda pode ser possível ter problemas de próstata, inclusive a própria HPB. Quando a cirurgia é aberta, a chance de desenvolver HPB de novo é muito difícil. No entanto, a cirurgia geralmente oferece alívio de HPB por pelo menos 15 anos. Apenas 10 por cento dos homens que fazem cirurgia para HPB vão, eventualmente, precisar de uma segunda operação para o alargamento e essa situação geralmente ocorre em homens que tiveram a primeira cirurgia em uma idade muito precoce. Pode ocorrer o desenvolvimento de tecido cicatricial na uretra causando um estreitamento, o que pode ser resolvido no próprio consultório do médico com uma dilatação. HPB e Câncer de Próstata: Apesar de alguns sinais de HPB e câncer de próstata serem os mesmos, ter HPB não aumenta a chance de o paciente ter câncer na próstata e a cirurgia para HPB também não vai evitar que o paciente tenha câncer. No entanto, uma pessoa que tem HPB pode ter câncer da próstata não detectado ao mesmo tempo ou podem desenvolver câncer de próstata no futuro. Por esta razão, o Instituto Nacional do Câncer (http://www.cancer.gov/cancertopics/screening/prostate) e da Sociedade Americana de Câncer (http://www.cancer.org/docroot/home/index.asp) recomendam que todos os homens com mais de 40 façam um exame retal uma vez por ano para detectar o câncer de próstata, mesmo depois de uma cirurgia da próstata. Após a cirurgia, o tecido removido e é mandado para biópsia com objetivo de procurar um câncer que estava escondido. Em cerca de um em cada 10 casos, quando é encontrado um tumor na próstata de pacientes submetidos a cirurgia para HPB, esta própria cirurgia já é curativa por se tratar de um tumor bem localizado e de comportamento não agressivo, não precisando mais de nenhum tratamento, apenas o acompanhamento com PSA.

Autor

Dr. Alexandre Dr. Aranha

Dr. Alexandre Aranha Trigueiro é médico formado pela UFPB em 1997, com pós-graduação em cirurgia geral e urologia, mais de 10 anos consecutivos de experiência e milhares de cirurgias abertas, endoscópicas e laparoscópicas realizadas...

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