Doenças sexualmente transmissíveis

1.SÍFILIS (Cancro Duro)

Doença causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum.

É um tipo de doença infecto-contagiosa que pode atingir diversos órgãos (ex: pele, olhos, ossos, sistema cardiovascular, sistema nervoso).

Geralmente a manifestação inicial sempre se faz no local da penetração da bactéria, ou seja, no genital, representada por uma ferida de bordas endurecidas e sem dor (por isso também chamada de “cancro duro”), associado ao aumento de tamanho de gânglios na região das virilhas. A transmissão ocorre através de sangue contaminado ou relação sexual. O período de incubação varia de 1 semana a 3 meses e necessita um tratamento medicamentoso para sua cura. Os tratamentos costumam dar alto índice de cura quando feitos de forma adequada.

5.2. 5.2 Gonorreia

É uma doença infecto-contagiosa causada por uma bacteria conhecida como gonococo que causa muita secreção purulenta na uretra do homem e na vagina e/ou uretra da mulher.
Normalmente no início percebe-se uma coceira na região genital ou ardor ao urinar. É uma doença altamente contagiosa e deve-se tomar muito cuidado pois na grande maioria das mulheres contaminadas não chega a apresentar sintomas. O perído de incubação é de 2 a 10 dias e exige antibioticoterapia para seu tratamento. Se não diagnosticada e tratada adequadamente poderá evoluir para complicações importantes, desde inflamações crônicas da próstata até infertilidade.

5.3. 5.3 HPV – Condiloma (Crista de Galo)

É um tipo de infecção causado por um grupo de vírus (HPV) que causam lesões papilares dando um aspecto de couve-flor e é a doença sexualmente transmissível com maior incidência nos adultos com vida sexual ativa. Existem cerca de 40 milhões de pessoas infectadas pelo HPV, segundo estatísticas americanas, ou seja,quase 1/5 da população daquele país. Estima-se que no Brasil as estatísticas sejam semelhantes. Essa lesão pode atingir diversos locais do genital masculino (glande, prepúcio e uretra) bem como no genital feminino (vulva, períneo, vagina e colo do útero) e também no anus e no reto. Nem sempre é visível a olho nu. O diagnóstico é baseado na história clínica do paciente e de exame físico minucioso. Como exame complementar pode-se utilizar a peniscopia e a colposcopia com biópsias, citologia e exame de DNA. A transmissão se dá através de contato sexual íntimo não sendo necessária penetração para isso. O condiloma pode ficar incubado por apenas algumas semanas ou mesmo anos. O tratamento feito no local pode ser cáustico, quimioterápico ou mesmo cauterização dependendo do caso. Estimuladores de imunidade muitas vezes são também utilizados. Infelizmente observa-se grande índice de retorno do problema mesmo fazendo-se um tratamento adequado. O preservativo é o único dispositivo que pode gerar algum tipo de proteção, embora não seja 100 % seguro. Certamente existe uma forte relação entre o contágio pelo HPV e o desenvolvimento de neoplasias (câncer), principalmente do colo do útero.

Autor

Dr. Alexandre Dr. Aranha

Dr. Alexandre Aranha Trigueiro é médico formado pela UFPB em 1997, com pós-graduação em cirurgia geral e urologia, mais de 10 anos consecutivos de experiência e milhares de cirurgias abertas, endoscópicas e laparoscópicas realizadas...

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